segunda-feira, 1 de junho de 2009

INSTRUMENTOS DE SOPRO

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Instrumentos de sopro são instrumentos musicais em que o som é produzido pela vibração de uma coluna de ar. Na organologia moderna que utiliza a classificação Hornbostel-Sachs, os instrumentos de sopro formam uma subcategoria da classe dos aerofones identificada pelo código 42.

De modo geral, a afinação dos instrumentos de sopro dependem do tamanho dos tubos (quando existentes). Quanto maior é o instrumento, mais baixa é a afinação e mais grave é a sonoridade. Em instrumentos que não possuem tubos, como a gaita, o acordeão e outros instrumentos de palheta livre, a afinação depende do tamanho da palheta.

O timbre destes instrumentos depende em geral do meio de produção de som (palhetas, lábios, arestas), do formato e do comprimento dos tubos.

Muitos dos instrumentos de sopro são transpositores. Isso significa que, por razões de construção, a afinação destes instrumentos não se baseia na fundamental Dó, mas em outras notas (as mais comuns são Si♭, Mi♭ e Fá). Como as partituras são feitas geralmente como se o instrumento fosse afinado em Dó, a nota que soa não é a mesma que está escrita. Por essa razão, sempre que um instrumento de sopro é descrito sua afinação é especificada (por exemplo: trompa em Fá, clarinete em Si♭).

Funcionamento

Um instrumento de sopro funciona pela vibração de uma coluna de ar. Em alguns dos instrumentos esta coluna é contida em um ou mais tubos que servem para definir a altura do som e também para amplificá-lo. Em geral quando existe um tubo de tamanho fixo, só as notas da série harmônica são executáveis. Para controlar a altura da nota obtida o executante deve:

  • Variar a intensidade (e às vezes o ângulo) de entrada do ar no instrumento para alternar entre as notas da série harmônica.
  • Alterar o comprimento efetivo do tubo. Isso pode ser feito por válvulas de movimento linear (pistões) ou rotativas (como nos trompetes e na trompa) ou variando o conprimento do tubo por um mecanismo deslizante (vara) - como no trombone.
  • Introduzir furos ao longo do tubo, que permitem aumentar ou diminuir o comprimento de onda ou anular certas harmônicas. Este tipo de mecanismo é usado nas madeiras, como as flautas, clarinetes, saxofones, etc.

Algumas técnicas

Em muitos casos é possível alterar também o timbre do instrumento ou a articulação das notas: sons diferentes podem ser obtidos ao usar meios alternativos de produção de som e em muitos casos são usados acessórios.

  • Surdina - Na maior parte dos metais, é possível utilizar surdinas, que ao serem encaixadas na câmpanula do instrumento, criam uma obstrução à saída do ar e, ao absorver algumas freqüências, tornam o som abafado. Efeito semelhante pode ser obtido na trompa pela própria mão do trompista que é inserida totalmente na campânula (efeito conhecido como bouché). Muitas vezes os trompetistas usam um lenço de tecido ao invés de uma surdina para obter o efeito de um instrumento tocado à distância.
  • Whaa-whaa - efeito usado sobretudo por trompetistas e trombonistas no jazz, às vezes para obter um efeito cômico. O músico tampa a campânula do instrumento com a mão espalmada e, durante a nota, move a mão para a frente e para trás obtendo uma variação de timbre e altura simultâneos, como se o instrumento "falasse" uáá-uáá.
  • Mirlitão - Se uma membrana (ou mesmo um pedaço de papel) for adaptada na boquilha de uma flauta ela vai vibrar solidariamente à nota principal ou ao canto e um som bem diferente, semelhante ao de um instrumento de palheta, pode ser obtido. Este tipo de membrana é chamado de mirlitão. Há um instrumento de brinquedo chamado flauta de mirlitão, mas na verdade este tipo de efeito pode ser aplicado a qualquer flauta.
  • Acordes em instrumentos melódicos - O instrumentista pode cantar uma nota ao mesmo tempo que produz uma nota pelo meio tradicional do instrumento. O resultado vai ser semelhante a um acorde de duas (e em alguns casos até de três notas, devido a uma ilusão auditiva). Esta técnica é possível na tuba, trompa e trombone sobretudo no registro mais grave desses instrumentos. Também é possível cantar notas na flauta.
  • Flaterzung - Também na flauta é possível produzir um tremolo ao soprar fazendo um som de rrr ou de frr com os lábios ou com a língua entre os lábios. Este efeito pode ser usado em qualquer estilo musical mas é mais comum na música popular. O frulato combinado ao canto é uma das marcas registradas de Ian Anderson, flautista e vocalista do grupo Inglês Jethro Tull.
  • Legato e portamento - Várias notas ligadas podem ser tocadas em um único sopro. Ligaduras de portamento podem ser obtidas ao tocar várias notas sem interromper totalmente o sopro entre cada uma delas.
  • staccato - O sopro é totalmente interrompido pela língua entre uma nota e a próxima. Em muitos casos o músico articula a língua como se dissesse tá-tá-tá. No stacato duplo, usado em passagens muito rápidas, o músico articula como se dissesse tá-ca-tá-ca.
  • respiração circular - Uma das técnicas mais difíceis de dominar. O músico armazena na boca e libera lentamente o ar, sem interromper o sopro, ao mesmo tempo que inspira pelo nariz. Permite sustentar uma mesma nota por um longo tempo ou executar longas frases sem interrupções. Faz parte da técnica padrão do didjeridu, mas tembém é bastante utilizada por virtuoses de qualquer outro instrumento de sopro.
Classificação

Há várias maneiras de classificar os instrumentos de sopro. A forma mais comum, derivada da formação de uma orquestra sinfônica divide os instrumentos em metais e madeiras.

O que permite a classificação de um instrumento como metal ou madeira é o seu timbre. A diferença entre o timbre dos instrumentos de sopro se dá pela relação entre o comprimento e a conicidade do tubo empregado na sua construção. Nos metais, o tubo é muito extenso em relação à sua baixa conicidade, e o pequeno comprimento em relação à conicidade é uma propriedade do naipe das madeiras.

Metais

Este grupo compreende os instrumentos em que o som é produzido pela vibração direta dos lábios do executante sobre um bocal. O termo refere-se, portanto, à forma de produção sonora e não ao material de fabricação. Existem instrumentos classificados como metais que são feitos de outros materiais, como o shofar, feito de chifre de carneiro.

Os metais mais comuns são: trombone, trompa, bombardino, tuba, sousafone, trompete, fliscorne e corneta de pistões. O oficleide foi o precursor da tuba.

Madeiras

Assim como o caso dos metais, o termo madeiras, refere-se à forma de execução e não ao material de que o instrumento é feito. Muitas das "madeiras" são feitas de plástico ou metal. São subdivididos de acordo com a forma de produção de som:

  • Palhetas duplas: Possuem uma palheta constituída por duas lâminas finas de bambu, apoiadas uma sobre a outra e fixadas ao instrumento por um tubo cilíndrico (tudel). O Instrumentista toca fazendo o ar passar entre as duas palhetas e provocando sua vibração. Os mais conhecidos são os oboés e os fagotes.
  • Flautas: Família de instrumentos em que o som é produzido por vibração do ar contra uma aresta. Pode ser de embocadura aberta, como as flautas transversais ou fechada, como o apito e a flauta doce. As flautas não são sempre feitas de madeira, podem também ser de metal (a flauta transversal é de prata ou níquel) ou de plástico (como algumas flautas doces). Este grupo inclui ainda a quena, a flauta de pan, a zampronha, o flautim ou flauta piccolo, o pífano (ou pífaro) e os tubos flautados dos órgãos.
Outras classificações

A classificação em madeiras e metais é eurocêntrica e apropriada à música erudita, mas deixa de fora uma variedade de instrumentos que não fazem parte da orquestra clássica. Por isso, muitos musicólogos defendem a classificação apenas pelo meio produtor de som:

  • Embocadura: O som é produzido pela vibração dos lábios do executante. Inclui todos os metais citados acima e mais os didjeridus, berrantes e trompas de chifre ou madeira, entre outros.
  • Palhetas: divididos em:
    • Palheta simples: Os mesmos já citados acima.
    • Palhetas duplas: Os mesmos já citados acima, mais a gaita de foles e vários instrumentos orientais como o surnay, o duduk e o hojok.
    • palhetas livres: O som é produzido pela vibração livre de uma palheta dentro de uma cavidade, provocada pela passagem do ar. Normalmente não possuem tubos e a afinação depende do tamanho da palheta. Alguns musicólogos consideram que este tipo de instrumento é na verdade uma variação dos idiofones ou lamelafones. Inclui as gaitas, o sheng e vários instrumentos de foles (acordeão, concertina, bandoneón, entre outros) e os tubos palhetados dos órgãos.
  • Arestas: Que compreende todas as flautas já descritas acima. Divide-se em:
  • flautas de embocadura aberta: Flauta transversal, flauta de pan, pífano, shakuhachi etc.
  • flautas de embocadura fechada: flauta doce, apito, pennywistle, ocarina, entre outros.

SAXOFONE - Origem e História





Saxofone, também conhecido simplesmente como sax, é um instrumento de sopro inventado em 1846 pelo belga Adolphe Sax, um respeitado fabricante de instrumentos, que viveu na França no século XIX.

Ao contrário da maioria dos instrumentos populares hoje em dia, que para chegar ao seus formatos atuais foram evoluídos de instrumentos mais antigos, o saxofone foi um instrumento inventado. O pai do saxofone foi o belga Antonie Joseph Sax, mais conhecido pela alcunha de Adolphe Sax. Filho de um fabricante de instrumentos musicais, Adolphe Sax aos 25 anos foi morar em Paris, e começou a trabalhar no projeto de novos instrumentos. Ao adaptar uma boquilha semelhante à do clarinete a um oficleide, Sax teve a idéia de criar o saxofone. Não se sabe a data exata da criação do instrumento. A patente foi obtida por Sax em 28 de junho de 1846. Mesmo tendo sido lançado há muitos anos, os modelos e formatos continuam semelhantes aos criados por Adolphe Sax , sendo utilizado e admirado o formato original.

Embora seja feito de metal, o saxofone pertence à família das madeiras, pois seu som é emitido a partir da vibração de uma palheta de madeira que fica fixada à boquilha.

Por ter um som único, com propriedades tanto dos instrumentos de madeira, quanto dos de metal, o saxofone logo foi adotado por muitos músicos. O sax tem a capacidade de ter o poder de execução de instrumentos como o clarinete, ao mesmo tempo que tem uma potência sonora quase tão grande quanto à das cornetas. Além disso seu timbre é um dos que mais se assemelham ao da voz humana.

Construção

O saxofone é um instrumento fabricado em metal, geralmente latão, com uma mecânica semelhante à do clarinete e à da flauta. É composto basicamente por um tubo cônico com 26 orifícios que têm as aberturas controladas por 23 chaves vedadas com sapatilhas, geralmente de couro (nas versões mais modernas), e uma boquilha onde se acopla uma palheta, geralmente de bambu (instrumento de palheta simples).

A família dos saxofones é bem extensa, mas o desenho típico é de forma similar a um cachimbo.

O saxofone soprano, segundo mais agudo da série, pode ser reto ou curvo.

O saxofone soprano reto, com formato que lembra um clarinete, pode ter ou não uma leve curvatura no tudel ("pescoço") onde se fixa a boquilha.

O saxofone sopranino, o mais agudo dos saxofones, é erroneamente confundido com

o sax soprano curvo, que possui o formato típico de cachimbo.

O saxofone soprano curvo é fácil de ser encontrado no comércio e a afinação é em Si Bemol. Já o saxofone sopranino, mais raro, possui afinação em Mi Bemol.

A boquilha

A boquilha é a peça que se encaixa na ponta do saxofone e na qual é fixada a palheta. Seu funcionamento é semelhante ao de um apito, que gera as vibrações que irão percorrer o corpo do instrumento e as quais se tornarão o som típico do saxofone. As boquilhas podem ser fabricadas dos mais diversos

materiais: massa plástica, metais, acrílico, madeira, vidro e até mesmo osso, contudo as d

e massa plásticas e de metais são as mais utilizadas.

O formato das boquilhas também pode variar bastante, tanto externamente quanto internamente. Alterações nos formatos implicam em alterações significativas do som produzido, e devido a este fato, a escolha da boquilha é uma decisão muito pessoal para cada saxofonista. Não existe um padrão entre as fábricas. Grosso modo, duas medidas internas são definidas: a altura da abertura e a sua profundidade. Quanto maior for a abertura e menor a profundidade, mais estridente será o som produzido, já o contrário resulta num som abafado e pequeno.

A palheta

A palheta está para o saxofone assim como a corda está para o violão. Ela é a responsável pela emissão do som pelo instrumento. Ao soprarmos a boquilha é gerada uma coluna de ar que faz vibrar a palheta, produzindo o som.

As palhetas são fabricadas com madeira, geralmente cana ou bambu, existindo porém palhetas sintéticas criadas pela engenharia moderna. Existem numerações para determinar o nível de dureza de uma palheta, mas esta numeração não é padronizada, varia de fabricante para fabricante. Quanto mais dura é a palheta, maior é o esforço para a emissão da nota, contudo menor é o esforço para manter o controle da afinação.

A família do saxofone

Os saxofones são instrumentos transpositores, ou seja, a nota escrita não é a mesma nota que ouvimos (som real ou nota de efeito). Assim, para podermos ouvir uma nota equivalente ao de um piano é necessário escrever notas diferentes dependendo em qual tonalidade o saxofone é armado. A família dos saxofones mais utilizada atualmente é composta por:

Há porém outros modelos mais raros ou que foram caindo em desuso, por exemplo

  • Sopranino, em Fá ou Mi♭
  • Baixo, em Si♭
  • Contrabaixo, em Mi♭
  • Soprano, em Dó (não transpositor)
  • Mezzo-soprano, em Fá
  • C "Melody", em Dó (transpositor à oitava)
  • Baritono, em Mi♭
  • Sub-contrabaixo, em Si♭
  • Contrabaixo(Tubax), em Mi♭
  • Sub-contrabaixo (Tubax), em Si♭
Do menor para o maior temos: Sopranino, Soprano, Alto (ou Contralto), “C” Melody (Tenor em dó), Tenor, Barítono, Baixo e Contrabaixo.
Duas características comuns à família dos saxofones são o sistema de digitação e a escrita. A diferença básica entre os saxofones é o tamanho: o tubo pode variar de centímetros, como no sopranino, a vários metros, como no contra-baixo.

Fabricantes


Os maiores fabricantes de saxofones no mundo são Buffet Crampon, Keilwerth, Leblanc (Vito), Roland (Jupiter), Selmer, Conn, King, Buescher, Martin, Yamaha, Michael e Yanagisawa, J’Elle Stainer. Palhetas e boquilhas Vandoren. Temos também a fabricante brasileira de instrumentos musicais Weril.

Desses, um dos mais respeitados pelos saxofonistas é a companhia francesa Selmer Company, que conquistou a preferência de grandes saxofonistas como John Coltrane, que celebrizou o tenor modelo Mark VI, e Coleman Hawkins. Também podemos citar alguns modelos como os Conn New Wonder, Conn Lady Face, Conn NAked LAdy, King Super20, King Zephyr, Buescher Big B, Buescher Top Hat and Cane, MArtin HAndcraft entre outros.

Dos fabricantes orientais, o destaque é o Yanagisawa e Yamaha. Existe atualmente diversos fabricantes chineses, que fabricam saxofones de qualidade inferior aos mencionados acima e que tem um tempo de vida muito curto, juntamente com uma qualidade sonora indo de pequena a razoável. Uma exceção é a fabricante Parker, que possuí instrumentos com maior qualidade entre todos os outros chineses. A diferença de preço destes instrumentos é diretamente proporcional a sua qualidade, ou seja, pode-se comprar um instrumento chinês gastando algumas centenas de dólares ou um de qualidade superior gastando alguns milhares de dólares.

Principais Saxofonistas no Brasil

No cenario musical podemos citar nomes de grandes Saxofonistas que atuam no Brasil e no Exterior.

Saxofonistas :

  • Carlos Malta
  • Teco Cardoso
  • Fratoni Sax
  • Mané Silveira
  • Zé Nogueira
  • Zé Canuto
  • Spock
  • Ademir Jr.
  • Idriss Boudrioua
  • Leo Gandelmam
  • Dilson Florêncio

Saxofonistas dos Estados Unidos da América


A

B

C

D

F

G

G (continuação)

H

J

K

M

P

P (continuação)

R

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